A DEFESA DO ESTÁGIO com o Dr. Pablo
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“ Os estudantes
podem escapar a um mau ensino, mas não podem evitar uma ma avaliação” David
Boud
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Justificação
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JUSTIFICAÇÃO
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Existem muitos modos de levar a cabo a avaliação
duma defessa de estágio. Atendendo a sua estrutura, podemos dividir-lhas em
dois grandes grupos: |
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ESTRUTURA ABERTA ( Dressel, 1991): |
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A avaliação segue uma agenda debilmente estruturada.
Dá-se ao estudante uma considerável liberdade para apresentar as suas ideias
e as perguntas do examinador dependem em grande parte das respostas do
estudante as perguntas previamente formuladas, adquirindo a prova a forma de
exame livre. |
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ESTRUTURA FECHADA (Van Wart 1974, Moon
1998): |
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A avaliação está muito estruturada. O
examinador pergunta uma serie de questões seguindo uma ordem previamente
estabelecida. O tipo de perguntas não está influenciado pelo comportamento do
estudante. Por citar um exemplo mas conhecido seria o tipo de avaliação que
os alunos tiveram quando realizaram o exame prático de semiologia com o Dr.
Pablo. A sequência das perguntas, o tipo de perguntas estava bem definido e
estruturado desde o princípio. |
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Cada um dos sistemas tem as suas vantagens e inconvenientes. Até agora
o meu tipo de perguntas para a defessa do estágio era mais do tipo de estrutura
aberta. Que mudou então? Que me fez mudar? Um dos grandes inconvenientes do exame de
estrutura aberta e a avaliação quantitativa. Sem nenhum género de
dúvidas podemos facilmente comparar um exame com outro; saber se uma defessa
foi melhor ou pior que outra. No entanto o problema aparece na hora de
traduzir esta avaliação para uma nota quantitativa (dar uma nota “exacta” de
dois dígitos com decimais...) Bom, muito bom, é fácil....mas a apreciação
entre 16, 17, 15,...15,5 não é tão fácil para mim. Esta dúvida me fiz
reflectir seriamente. O outro aspecto importante: para que serve
a avaliação? Eu pessoalmente já ha um tempo que deixei
de pensar que a avaliação serve
unicamente para dar uma qualificação aos meus alunos. De facto desde o
meu ponto de vista de professor o aspecto punitivo é sem dúvida o de menor
importância. Actualmente encaro a avaliação
como a “arma mais poderosa que tenho para influenciar o modo de
aprendizagem dos meus alunos”. Inúmeras das minhas experiências e
não só das minhas (seria uma presunção pela mina parte não citar os estudos
de Marton y Säljö, 1976, os trabalhos de Entwistle de 1997, os de Scouller y
Prosser 1994....) corroboram isto. O método de avaliação tem uma capacidade
“transformadora” no modo de aprendizagem. Em definitiva eu tento implementar
o aprendizagem dos meus alunos na direcção adequada. A avaliação não deveria
ser encarada como algo “no final” das aulas, como uma prova, um
obstáculo,...é triste e pobre esta interpretação. A avaliação tem uma finalidade pedagógica, uma capacidade intrínseca
de ensinar, uma capacidade maravilhosa de corrigir e aprimorar os
aprendizagens. Com esta base os alunos poderão
compreender o sistema de estágios actual de pré-casos, casos e defesa. Não
está pensado como uma serie de obstáculos a superar. Está pensado para que os
alunos tenham durante o seu estágio uma avaliação
contínua, para que podam corrigir erros importantes de exploração, de
identificação de problemas, de raciocínio. Com este método os alunos que
chegam ao final tem sido corrigidos e avaliados 10 vezes nos pré-casos e 10
vezes nos casos. Para nós era mais fácil dar uma nota do relatório final mas
deste modo perderíamos a capacidade de corrigir os seus processos de
aprendizagem. De que me serve dar um 10 a um aluno no final do estágio? É bem
mais útil como docente seguir a sua evolução, o seu raciocínio durante os
casos e pré-casos para corrigir os problemas ANTES de dar as notas. Os processos de avaliação poderão ser melhores ou piores,
mas com certeza se mostrarão inúteis se os próprios alunos não tem claro como
vão a ser conduzidos estes processos.
Nada provoca maior impotência e frustração que ter uma determinada nota sem
saber o porquê. Desde um ponto de vista didáctico é como penalizar um erro
sem dizer qual e por tanto anulando a capacidade de corrigir-lho. Não tem
sentido. |
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Como
distribui o Dr. Pablo os 5 valores que lhe são assinados? Antes
mais nada lembrar os alunos que estejam a ler este documento, ou professores
(professores a ler isto??? duvido muito, mas pronto....), que este método não
é uma lei. É UM PONTO DE PARTIDA. Posso estar enganado y com certeza ter
esquecido aspectos importantes. Estou aberto a discussão. Mandem as suas sugestões,
opiniões. A ideia é que com a sua e a minha reflexão consigamos entre todos
um método de avaliar o seu estágio mais justo, equitativo e ante todo que
permita melhores aprendizagens. Isto é o desafio. |
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OBJECTIVO |
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O
objectivo desta avaliação será prioritariamente descobrir a capacidade do
aluno de coadunar a formação teórica com a sua formação prática: a sua competência para coadunar as informação que
tem recolhido de fontes escritas /teóricas (a sua formação durante os 5 anos,
a sua pesquisa bibliográfica do caso defendido) com a realidade clínica
vivida no ano do estágio. O examinador tentará apurar até que ponto o
aluno consegue transpor a um contexto real as informações teóricas. Para isto
formulará algumas questões de tipo teórico e depois questiona sobre a sua
aplicação prática. Se o aluno não tem sólida formação teórica e não tem lido
sobre o caso (últimos fármacos, alternativas de tratamento, futuro da
investigação da patologia) mal poderá transpor nada a um contexto clínico
real (que se fez e porque, que se podia ter feito, porque não se fez, qual é
a maior dificuldade no seguimento desta patologia, que demandam os
proprietários, qual é a sua opinião, qual é o factor limitante na prática
clínica real, dificuldades no diagnóstico, dificuldades no consultório, .). É
importante lembrar aos senhores alunos que A DISCUSÃO NÃO TEM SENTIDO SE O
CASO APRESENTADO NÃO TEM UMA SÓLIDA
CONSTRUÇÃO E não cumpre os requisitos mínimos (refere claramente os
problemas, diagnósticos diferencias justificados, exames complementares
comentados e as consequências que tiveram na exclusão/ inclusão do
diagnóstico final e tratamentos realizados justificados). |
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ESTRUTURA |
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Avaliação de tipo
fechada: a avaliação está muito estruturada. O examinador pergunta uma serie
de questões seguindo uma ordem previamente estabelecida. O tipo de perguntas
não está influenciado pelo comportamento do estudante. No entanto em todo momento o avaliador Dr.
Pablo tentará conduzir as perguntas de modo a criar um dialogo aberto que
permita que o aluno mostre, se assim o entender, outro tipo de conhecimentos
alem dos perguntados e possa manifestar as suas opiniões sobre qualquer
assunto |
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COTAÇÃO |
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Cotação parcial: 5 VALORES |
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* No cômputo total da nota de estágio (20
valores) a avaliação de cada professor oscila entre 3,3 valores (avaliam 3
professores) a 2,5 valores (avaliam 3 professores e o orientador) como
máximo. No caso de ser um estágio partido (a
metade é de pequenos animais e a outra metade de outro assunto) a cotação do
docente será a metade. |
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ESPECIALIDADE: DERMATOLOGIA CASO: ATOPIA CANINA |
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|
<
30% |
40%
|
60% |
60-80% |
80-100% |
TOTAL |
||||
|
Insatisfatório |
Satisfatório |
Bom |
Muito
bom |
Excelente |
||||||
APRESENTAÇÃO(1
valor) 20%
da nota |
CONTEUDOS Apresenta
a informação mais relevante para entender o caso? |
0-1 |
2 |
3 |
r |
5 |
4 |
|||
|
Unicamente lee o texto ou a apresentação é
correcta e unicamente serve de apoio para o seu discurso? |
0-1 |
r |
3 |
4 |
5 |
2 |
||||
|
Apresenta ideias, sugestões,
comentários fora o texto escrito, que
denotam prática e domínio da mateira. |
0-1 |
2 |
r |
4 |
5 |
3 |
||||
|
È fluido, preciso, correcto na expressão e
no modo de falar? |
0-1 |
2 |
3 |
r |
5 |
4 |
||||
|
APRESENTAÇÃO Bem estruturada, clara imagens, vídeos,
desenho. |
0-1 |
2 |
3 |
4 |
r |
5 |
||||
|
|
18 |
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|
18 valores sobre um TOTAL de 25 valores é
72% 72% DE 1 VALOR = 0.72 VALORES |
72% |
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|
|
<
30% |
40%
|
60% |
60-
80% |
80-100% |
TOTAL |
||||
|
COADUNA
teoria e prática (4
valores) 80%
da nota |
Explique-me como se eu fosse um dono os
pontos fulcrais a destacar da atopia? |
0-1 |
2 |
3 |
4 |
r |
5 |
|||
|
Como diagnostica o Sr. a atopia na prática?.
Quais são as suas dificuldades? Relacione a resposta com o caso apresentado |
0-1 |
2 |
3 |
r |
5 |
4 |
||||
|
Factores problemáticos na prática para
controlar um caso de atopia? Relacione a resposta com o caso apresentado |
0-1 |
2 |
r |
4 |
5 |
3 |
||||
|
Qual é o futuro na investigação de atopia?
Quais são os pontos relevantes a resolver? Qual é a sua opinião? |
0-1 |
2 |
3 |
4 |
r |
5 |
||||
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17 |
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|
17
valores sobre 20 = 85% 85% de 4 valores = 3,4 VALORES |
85% |
|||||||||
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|
|
0.72 |
+
3,4 |
NOTA
TOTAL = 4,12
sobre 5 (82%) Um 16 |
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·
Insatisfatório |
Raramente é capaz de identificar os
elementos chave do hipotético problema . Sempre necessita de ajuda para responder
de um modo adequado. |
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·
Satisfatório |
Pode identificar alguns elementos chave do
hipotético problema. Precisa de alguma ajuda para responder de um modo
adequado |
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|
·
Bom |
Pode identificar muitos
elementos chave do problema e escolhe respostas ao problema apresentado de um
modo adequado sem apenas necessitar de ajuda. |
|||||||||
|
·
Muito bom |
Pode identificar quase todos os elementos chave
do problema e escolhe sem ajuda respostas de um modo adequado |
|||||||||
|
·
Excelente |
Seguro e flexível identificando e
definindo claramente em todo momento os elementos chave do problema. Escolhe
respostas de um modo adequado |
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