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CASO MODELO:ONCOLOGIA Sarcoma
de Sticker Para orientar
os alunos sobre a elaboração dos casos correspondentes aos temas de ONCOLOGIA
para o estagio na área de clínica de animais de companhia o docente Dr. Pablo
Payo disponibiliza este caso-tipo (elaborado por um aluno) como modelo
aproximado de como deveria desenvolver-se um caso clínico. |
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PRECASO
Identificação
do animal e anamnese Exames Complementares
CASO |
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O caso citado
tem sido elaborado* (e gentilmente cedido para a sua disponibilização
on-line) pela Dra. Claudia Pacheco (ex-aluna) para o seu relatório de estágio
no ano 2005 |
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PRECASO
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1. Identificação
do animal e anamnese
A
Fuska era uma Husky Siberiana, fêmea, com 3 anos de idade, inteira, com 23 kg
de peso. Estava vacinada e desparasitada interna e externamente. Vivia numa
casa com quintal e saía à rua sempre com trela. Por vezes deslocava-se a uma
quinta onde tinha contacto com outros cães. Comia ração comercial de
qualidade extra. Veio à consulta por apresentar uma ferida na vulva que
estava sempre a lamber, que os donos só repararam há cerca de uma semana.
Tinha como antecedente médico a suspeita não confirmada de displasia da anca.
Não estava a fazer nenhuma medicação. Nas perguntas sobre os diferentes
sistemas o dono não referiu nenhuma alteração. Não sabiam quando tinha sido o
último cio. A
Fuska apresentava-se alerta, a condição corporal era normal. O grau de
desidratação era menor de 5%. A temperatura rectal era de 39 ºC, verificando-se
um tónus e reflexo anal normais. Os movimentos respiratórios eram regulares,
ritmados, superficiais, costo-abdominais, de relação 1:1,3, sem uso de prensa
abdominal nem músculos acessórios, e com 32 r.p.m. O pulso era de 80 b.p.m.,
regular, ritmado, bilateral, simétrico, sem ausências e de intensidade
normal. As mucosas oral, ocular e anal estavam rosadas, húmidas e brilhantes.
O TRC era de 1 seg. A mucosa vaginal estava hiperémica e tinha uma lesão
ulcerada e hemorrágica em toda a superfície visível, que se alastrava também
à vulva, com cerca de 5 cm de diâmetro. Os gânglios linfáticos estavam
normais à palpação. A auscultação cardio-pulmonar era normal, assim como a
palpação e auscultação abdominais. Boca, olhos, ouvidos e pele sem
alterações. 3. Diagnósticos
diferenciais: Hiperplasia vaginal, tumor venéreo transmissível
ou tumor de Sticker, outras neoplasias. 4. Exames Complementares
Hemograma
completo: valores dentro dos parâmetros normais. Bioquímica
sérica: Ureia, creatinina, glicose, proteínas totais, albumina, globulinas,
bilirrubina T, FA (fosfatase alcalina), ALT (alanina amino transferase),
cujos valores estavam dentro dos parâmetros normais. Biópsia
da lesão vaginal/vulvar: a lesão corresponde a um tumor indiferenciado do
grupo de células redondas, é compatível com um tumor venéreo transmissível
(tumor de Sticker) ou neoplasia de origem mastocítica. Após uma coloração
especial para mastócitos com Azul de Toluidina, o diagnóstico altamente
provável foi de sarcoma de Sticker. 5. Diagnóstico: Sarcoma de Sticker 6. Tratamento e Evolução
Iniciou-se o tratamento com vincristina (0,4 ml
IV semanal); ciclofosfamida (50 mg/m2 PO cada 48 h); prednisolona
(30 mg PO SID/15 dias; 20 mg PO SID/7 dias; 15 mg PO SID). Efectuaram-se
5 sessões, sempre com hemograma prévio, ao longo das quais a lesão foi
regredindo. A 6ª sessão foi efectuada apesar de a Fuska apresentar uma
leucopénia (3,2x103/ml, normal = 6 a 17x103/ml), iniciando a
antibioterapia com ampicilina (22 mg/kg PO BID). Na semana seguinte ainda
estava leucopénica (4,4x103/ml), não efectuando a sessão
de quimiotrerapia. Após uma semana já foi possível efectuar a 7ª sessão. Após
a 8ª sessão de quimioterapia, ainda não havia cura completa e mantinha a
leucopénia (3,9x103/ml), efectuando-se nova
biópsia. Dez dias depois efectuou um hemograma que revelou linfopénia -
0,8x103/ml
(normal = 1 a 4,8 x103/ml), ligeira anemia
microcítica normocrómica - eritrócitos 5,31x106/ml (normal = 5,5 a 8,5 x 106 /ml); Ht = 34 % (normal = 35 a
55%); VGM = 53 fl (normal 58 a 73 fl);
CHGM = 30 g/dl (normal 28 a 40 g/dl), e ureia, creatinina, AST (aspartato
amino tranferase) e ALT dentro dos parâmetros normais. Tinha vindo a
emagrecer progressivamente (P:19 kg) e, uma vez que na biópsia apenas foram
detectados focos de inflamação granulomatosa com abundantes macrófagos
lipídicos e áreas de fibrose/leiomioma (reacção cicatricial), optou-se por
parar o tratamento. Voltou à clinica 2 meses depois por queda abundante de
pêlo, e não existiam sinais do tumor. |
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CASO :
DISCUSSÃO
História e exame clínico: A Fuska apresentava uma
lesão ulcerada e hemorrágica em toda a superfície visível vaginal, que se
alastrava também à vulva. Todos os outros parâmetros avaliados estavam
normais. Diagnósticos diferenciais: Perante
esta lesão e a história apresentada consideraram-se como diagnósticos
diferenciais o tumor venéreo transmissível (TVT), apesar de não terem
observado nenhum contacto sexual; a hiperplasia vaginal ulcerada por
lambedura; e outras neoplasias (mastocitoma, histiocitoma e linfoma2,4,7).
Também se poderia ter considerado uma lesão piogranulomatosa, que teria um
aspecto semelhante.2,7 Exames complementares: Foram realizados hemograma
completo e bioquímica sérica cujos valores estavam dentro dos parâmetros
normais. Estes resultados não permitiram chegar a um diagnóstico, mas foram
importantes para avaliar o estado geral da paciente e para prever a evolução
e efeitos secundários do tratamento instituído. O
dono preferiu optar pela biópsia, que, após 10 dias, deu um diagnóstico
altamente provável de sarcoma de Sticker, embora por histopatologia o tumor
possa não ser reconhecido como uma entidade definida pois é semelhante a
outros tumores de células redondas, o que se verificou neste caso, em que foi
necessário recorrer a uma coloração específica para o tentar diferenciar do
mastocitoma, só se chegando a um diagnóstico provável.2,7 Estava
indicada a realização de citologia por impressão, ou por aspiração por agulha
fina que confirmariam o diagnóstico de TVT, uma vez que apresenta um padrão
citológico muito característico que consiste numa população homogénea de
células grandes (diâmetro de 15-30 mm), redondas a ovais, com
proporção núcleo:citoplasma reduzida e citoplasma vacuolado. As figuras mitóticas
são comuns.2,4,5,7 Células inflamatórias, particularmente células
plasmáticas, linfócitos, macrófagos e neutrófilos podem estar presentes em
grande número.4,5 Em
casos em que é difícil chegar ao diagnóstico definitivo podem ser
considerados exames complementares como a imunohistoquímica, análise
cromossómica e estudos de transmissão tumoral.5 O complemento
cromossómico das células do TVT tem apenas 59 ou 60 cromossomas, em vez dos
78 dos cães normais, e a sua morfologia é diferente dos cromossomas caninos
normais.2,4,5 Diagnóstico provável: Enquadrando a história,
sinais clínicos (lambedura excessiva e cheiro anormal)2,4,5,6,7,
aspecto da lesão (massa genital friável, ulcerada com secreção de
sero-sanguínea a hemorrágica superficial) e resultados dos exames
complementares foi feito o diagnóstico provável de sarcoma de Sticker. O
sarcoma de Sticker, também conhecido como tumor venéreo transmissível (TVT),
sarcoma infeccioso, tumor venéreo contagioso, granuloma venéreo, condilôma
canino é um tumor contagioso de células redondas, transmitido sexualmente e
que afecta naturalmente só a espécie canina. Pode provavelmente ser
transmitido por esfoliação a outros cães ou transplantar-se a outros sítios
do animal através da lambedura ou contacto directo com o tumor (nariz,
cavidade oral, recto, tecido subcutâneo e pele), sendo transmitido mais
facilmente quando há abrasões ou quebras na integridade da superfície mucosa.2,4,5
Actualmente, a visão consensual é de que o TVT surge de transplantes
celulares alogénicos e que as células anormais da neoplasia são os vectores
da transmissão.4,6 Tem distribuição mundial, mas parece ser mais
prevalente em ambientes urbanos tropicais e subtropicais4,6,
nomeadamente na área sudeste da Europa, em que haja alta concentração de
animais vadios.6 Ocorre mais frequentemente em animais sexualmente
maduros, mas não parece haver predisposição hereditária racial. Ocorre
primariamente sobre as superfícies mucosas dos genitais externos de machos e
fêmeas em iguais proporções. A idade média dos animais com TVT é de 4 a 5
anos, não estando a Fuska neste intervalo.5,6 A
origem celular exacta do TVT é desconhecida, presumivelmente trata-se de um
neoplasia de células redondas indiferenciadas de origem reticuloendotelial, embora
técnicas mais recentes suportem uma origem histiocítica. Devido à sua
transmissibilidade, foi investigada uma causa viral, mas não foi demonstrado
nenhum agente viral oncogénico. Embora a regressão espontânea do TVT tenha
sido descrita em casos de transplantação experimental, a maior parte das
discussões sobre TVT natural descreve que raramente ocorre clinicamente.5 Outros autores defendem que nunca foi confirmada em
casos naturais.4 Um autor descreve que a regressão era mais
provável em cães domésticos bem cuidados, onde ocorria habitualmente 6 meses
após a detecção do tumor.5 O TVT é um tumor imunogénico, e tem
sido demonstrado que o sistema imune tem um papel importante na inibição do
crescimento tumoral e na metastização, tendo os tumores em cães jovens ou com
o sistema imunitário comprometido, maior tendência a metastizar.4
O TVT é antigénico no cão, sendo a regressão tumoral seguida por imunidade
transplantacional.5 As
metástases têm sido encontradas em 0-17% dos casos4,5,6, e não
foram detectadas na Fuska. Podem ocorrer metástases nos gânglios linfáticos
regionais, períneo ou escroto, mais prováveis em animais em que os tumores
tenham estado presentes durante mais de um mês. A pele e tecido subcutâneo
também têm sido regularmente referidas como locais de metástases.5
São raras as metástases pulmonares, viscerais ou do sistema nervoso central.2
Têm sido referidas metástases oculares.4,5,6 Nas fêmeas, o
tumor pode espalhar-se directamente ao tracto genital interno, envolvendo o
cérvix, útero e tubas uterinas.5 Devido
à natureza imprevisível da invasão e do potencial envolvimento de locais
extragenitais, foi feito um exame físico minucioso.5 Têm sido
reconhecidas localizações primárias extragenitais, sendo a cavidade nasal o
local mais comum. Outros locais referidos são a cavidade oral, recto e pele.6 Tratamento e evolução: Tem sido demonstrado que o
tratamento mais eficaz para o TVT é a quimioterapia com sulfato de
vincristina6, administrado semanalmente durante 4 a 8 semanas (até
2 tratamentos após o desaparecimento do tumor2), à dose de 0,5 a
0,7 mg/m1 de superfície corporal ou 0,025 mg/Kg IV.3,4,5,7
A remissão completa é alcançada em mais de 90% dos cães tratados com
vincristina que normalmente se mantêm livres da doença.2,4 Pode
também ser usada em combinações com outros quimioterápicos, mas vários
estudos sugerem que os resultados do tratamento com vincristina isoladamente
são tão bons como os resultados alcançados com quimioterapia combinada.3,4
Normalmente a involução da lesão é gradual, embora seja mais visível e
significativa no início do tratamento.4 Outros agentes
quimioterápicos indicados para TVT são ciclofosfamida isolada (5 mg/kg PO, 10
dias) ou em associação com prednisolona (3 mg/kg PO, 5 dias), vinblastina (01
mg/kg IV, durante 4 a 6 semanas), metotrexato (0,1 mg/kg PO, em dias
alternados) ou uma combinação das 3 drogas.4 Casos resistentes
podem ser tratados com doxorrubicina 30 mg/m1 IV, com 3 aplicações
cada 21 dias.4,5,7 Estes fármacos podem ser utilizados quando se
pretende reduzir o tamanho do tumor para posterior exérese cirúrgica.7
No caso da Fuska foi utilizada a combinação de vincristina, ciclofosfamida e
prednisolona com bons resultados. A
principal toxicidade que pode surgir com a utilização da vincristina é a
necrose perivascular se ocorrer extravazamento do agente.1,4,5,7
Assim, foi sempre diluída até uma concentração de 0,1 mg/ml e administrada
com catéter IV permanente de calibre 22 a 23, verificando sempre a sua
permeabilidade, como é recomendado.1 Como efeitos secundários pela
utilização da vincristina podíamos esperar efeitos gastrointestinais,
mielossupressão e neurotoxicidade. Com a utilização da ciclofosfamida pode
surgir pancreatite, urotoxicidade e atraso no crescimento do pêlo.1,4 A
hepatotoxicidade pode ser esperada pelo uso da prednisolona e eventualmente
da ciclofosfamida. Foi descrita neuropatia periférica após uso de vincristina
associada à ciclofosfamida e prednisolona, o que não se verificou neste caso.7
Antes
de cada sessão de quimioterapia, foi feito um hemograma completo de modo a
detectar uma eventual leucopénia. Quando a contagem de leucócitos é inferior
a 4000/ml4
ou de neutrófilos inferior a 2000/ml1, deve-se adiar
o tratamento 3 a 4 dias4 ou 2 a 3 administrações1 e a
dose ser reduzida em 25%1,4. Os cães com contagens de neutrófilos
inferiores a 2000 células/ml devem ser vigiados para o
surgimento de septicémia, apesar das septicémias massivas raramente ocorrerem
em pacientes com contagens superiores a 1000 células/ml.1 Deve ser sempre
vigiada a temperatura rectal, já que a febre num animal neutropénico
representa uma emergência médica pela eventual septicémia, devendo tratar-se
o animal de forma agressiva.1 A trombocitose é comum em cães
tratados com vincristina.1 No caso da Fuska surgiu leucopénia após
a 6ª sessão, sendo iniciada antibioterapia com ampicilina e, embora não se
tenham detectado sinais de efeitos gastrointestinais, a Fuska foi emagrecendo
ao longo do tratamento. Todos os cães submetidos a quimioterapia devem ter actualizadas
as suas vacinas, evitando utilizar vacinas vivas modificadas pois podem
induzir doença em animais imunossuprimidos.1 A mielossupressão
pode combater-se com carbonato de lítio (10 mg/kg bucal), com factor
estimulante de colonia-granulocítico humano recombinante (G-CSF) ou com
produtos que estimulem a liberação de G-CSF endógeno. Não parece que o G-CSF
venha a ser usado em veterinária, pelo seu custo elevado, pela resposta
humoral à proteína de origem humana e pelo facto de a contagem neutrofílica se
normalizar nas 36-72 horas, sem a necessidade de G-CSF exógeno.1 Os
TVT têm indicação absoluta para o tratamento com radioterapia já que são
altamente curáveis com doses moderadas de 20 a 30 Gy.8 Outros
autores referem doses curativas de 10 a 30 Gy, que são relativamente baixas,
o que se pode explicar pela morte celular na interfase que não requer
reprodução celular e radiorresponsividade inerente devido a um índice
mitótico tipicamente alto do TVT.6 Por vezes uma única dose de
radiação de 10 Gy é curativa.3,5 A terapia de radiação é
primariamente usada no tratamento de tumores sólidos localizados e invasivos,
sendo o seu objectivo irradicar o tumor e consequentemente curar o paciente.
Os tumores irradiados com intenção curativa devem ter uma probabilidade de
boa a elevada de controlo local, sem evidência de metástases na altura do
tratamento.8 A radiação aparenta ser efectiva para tumores de
localização primária genital, extra-genital e em locais de metástase, mesmo
se as lesões forem quimiorresistentes.6 Este tratamento ainda não
está acessível uma vez que é necessário pessoal e equipamento especializado
de custo elevado. A ressecção cirúrgica e a
criocirurgia permitem um controlo de tumores localizados, mas não são
considerados tratamentos eficazes para este tumor, uma vez que a recorrência
é comum (50-68% dos casos4).2,3,6 A localização típica
e a sua natureza infiltrativa torna difícil a ressecção cirúrgica com margens
amplas. Além disso, a transplantação do tumor durante a cirurgia através de
luvas ou instrumentos contaminados pode ser um factor adicional para explicar
a recorrência tumoral pós-operatória.4,6 Recorre-se à ressecção
cirúrgica em casos de emergência em que o tumor é demasiado grande ou quando
causa obstrução uretral.7
Têm
sido demonstradas respostas imunes antitumorais em cães com TVT de ocorrência
natural ou experimental, e há dados que suportam a utilização de
imuno-estimulantes específicos e não específicos como agentes terapêuticos,
mas ainda não foi descrito um regime imunoterapêutico ideal.3 Tem
sido estudada imunoterapia com proteína A de Staphylococcus, bacilo
Calmette-Guerin e paredes celulares e, embora surjam alguns resultados, estes
são esporádicos e as recorrências comuns. Tem sido demonstrado que pacientes em
remissão completa de TVT transplantado experimentalmente são resistentes a
implantes tumorais, mas não se sabe se isto também acontece em pacientes com
TVT transmitido naturalmente.5 Apesar da sua localização e padrão de metástases,
o prognóstico para TVT é excelente com a terapia recomendada, como se
verificou neste caso.6 |
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1. Couto CG (1998) “Complications of Cancer
Chemotherapy” Couto CG, Nelson RW (eds) Small Animal Internal Medicine,
2º Ed,1108-1117 2.
Johnson CA (1998) “Genital
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Bonagura JD, Kirk RW (eds) kirk’s Current Veterinary Therapy, XII, Small
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Therapy, XII, Small Animal Practice, 467-474 |
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Figura
1: Lesão na primeira consulta |
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